26/09/2009 - 19:18  Atualizado em 28/09/2009 - 11:50

Opinião dos Leitores do Diário de Guarulhos

"Achei muito boa a reportagem sobre o perigo que os pedestres correm em Guarulhos"

 

PEDESTRES

Achei muito boa a reportagem sobre o perigo que os pedestres correm em Guarulhos e gostei mais ainda quando vi que a foto da capa mostra uma faixa de pedestres no Parque Cecap, em frente ao Parque Center, local com grande fluxo de pessoas, e que não possui um farol de pedestres, tornando-se muito arriscado para aqueles que ali atravessam. Outras faixas naquele bairro deixam de ter utilidade justamente por falta de farol de pedestres (algo extremamente necessário), tendo em vista a péssima educação da maioria dos motoristas de Guarulhos, que não respeitam ninguém. Este é o caso, principalmente da faixa (totalmente gasta e quase invisível) de pedestres em frente a Fábrica ABB, que dá acesso à UBS do Parque Cecap. Por ali passam estudantes da Escola Francisco Antunes, idosos, gestantes e mães acompanhadas de crianças que frequentam o posto de saúde e ficam vários minutos esperando para atravessarem, arriscando-se na travessia daquele trecho, porque os motorista não respeitam a faixa de pedestre, parando em cima dela e, não permitindo que os pedestres atravessem em segurança. Gostaria que, pelo menos ali, fosse colocado um farol, para que as pessoas deixem de arriscar suas vidas. Além do Parque Cecap, outro local de grande perigo para os pedestres é o entorno da favela Hatsuta: do lado da Avenida Monteiro Lobato, os moradores construíram as escadas para suas casas em plena calçada, fazendo com que as pessoas que por ali passam arrisquem-se no meio da via. O mesmo problema, encontramos também na Avenida Tancredo Neves, com uma das faixas totalmente tomadas pelo lixo da favela, o que impede as pessoas (e até os carros) de transitarem por ali. Gostaria de saber até quando continuará este desrespeito com o pedestre e com a população que paga seus impostos.

Audrey Pacaterra

Parque Cecap

CABUÇU

Gostaria de parabenizar a incompetente administração deste município novamente. Primeiro agradecer a atenção que nunca nos foi dada em nosso bairro, em segundo também agradecer pelo asfalto de sexta categoria com que recapearam a Estrada do Cabuçú, em nosso bairro, e em terceiro lugar agradecer os buracos que foram feitos em toda extensão da mesma, pois os mesmos geram dividendos para os mecânicos e borracheiros do bairro, e diante de tantos agradecimentos, não posso esquecer de agradecer antecipadamente os políticos deste município que nada têm feito por nosso bairro e que mui gentilmente aparecerão em 2010 para angariar votos. Parabéns a todos eles, pois enquanto o povo não se conscientizar, sempre estaremos servidos por estes "excelentes políticos". Muitos deles demonstraram muito amor pelo bairro (antes de serem eleitos) depois o amor acaba e até seus assessores perdem a paixão e nos esquecem.

Laudenilson Silva de Araújo

Cabuçú

Unifesp

No editorial do DG de 9/09, intitulado "Grata surpresa", à sombra da manifestação de estudantes de cursinhos pré-vestibular, ocorrido no desfile do dia da Independência, o senhor Alexandre Polesi demonstrou seu desprezo pelos cursos de humanas da Unifesp, o que tem sido uma prática corriqueira. Como soldado do "liberalismo" e proprietário do DG (antes do jornal ser um órgão de imprensa é uma empresa), é inocência esperar que sua "intervenção" não seja em defesa dos interesses dos proprietários dos meios de produção ou da circulação de mercadorias, sendo coerente que veja a educação como mercadoria. Quando o senhor afirma que a Unifesp de Guarulhos foi inaugurada "com os seus irrelevantes cursos de filosofia, ciências sociais, história e pedagogia..." é isso o que ele realmente pensa e assim escreveu, apesar de hesitar depois da enxurrada de textos repudiando seu ato, que, num primeiro momento, apela para o vale tudo que Schopenhauer classificou de como vencer um debate sem precisar ter razão, e num segundo momento evoca o art. 5º da CF. Aos desavisados, lembro que para um liberal é uma profanação o estado gastar recursos com educação pública que não esteja orientado a produção de mercadorias. Este sim o verdadeiro motivo da afirmação de que os cursos ofertados pela Unifesp de Guarulhos são irrelevantes. É justo que as pessoas escrevam para defender o que pensam, mas jogar areia nos olhos dos adversários sem que antes tivesse combinado que essa era uma das regras do "jogo" é uma fraude. Vejamos: identificou e desqualificou os textos dos estudantes por erros de escrita, mas não apontou os existentes no dele; fala que Guarulhos é um "polo nacional de fármacos...", o que não é verdade, além de nem mesmo conhecer a diferença do conceito de fármaco e medicamento; afirma que a lógica adotada pelas autoridades da educação pública é similar a das universidades privadas, por "apostar em cursos baratos, de baixa qualificação acadêmica e distantes da realidade sócio-econômica de Guarulhos", levando-me a duvidar se o que aprendi de lógica foi um engodo. Afirmar que os cursos de humanas da Unifesp são irrelevantes desqualifica quem aventa propor um debate intelectual honesto. Com certeza seus colegas do IEA/USP não concordariam com o superficialismo com que a questão foi tratada.

Elson de Souza Moura

ALUNO DE Filosofia Noturno - UNIFESP

 

N. da R. Se o leitor tivesse se dado ao trabalho de consultar um dicionário da língua portuguesa, como o "Houaiss", por exemplo, compreenderia que a palavra "fármaco" significa "qualquer produto ou preparado farmacêutico". A etimologia indica que ela se origina da palavra grega "phármakon", que quer dizer, precisamente, "medicamento"...