25/09/2009 - 15:31  Atualizado em 25/09/2009 - 15:31

A Opinião dos Leitores do Diário de Guarulhos

"Vou espalhar esta polêmica pelo Twitter, onde há vários jornalistas, em busca de suas opiniões"


UNIFESP - 1
Realmente não poderia ter sido mais infeliz o editorial que qualificou como irrelevantes os cursos de filosofia, história, ciências sociais e pedagogia da Unifesp-Guarulhos. Houvesse curso de jornalismo o DG teria emitido a mesma opinião? Pior do que isso, no entanto, é o jornal se fazer de vítima nesta história, em vez de simplesmente pedir desculpas pelo adjetivo absurdo. Não tenho interesse em saber os nomes dos autores do editorial. Gostaria de saber em que faculdades estudaram e perguntar a seus coordenadores se ensinam a seus estudantes de jornalismo que filosofia, história, ciências sociais e pedagogia são campos do conhecimento humano irrelevantes. Vou espalhar esta polêmica pelo Twitter, onde há vários jornalistas, em busca de suas opiniões. Grande abraço e muito obrigado.
RYNALDO DE MONTARROIOS PAPOY
PARQUE CONTINENTAL 2

UNIFESP - 2
Como pedagoga, psicopedagoga, funcionária de uma secretaria de cultura há 13 anos e aluna do primeiro ano de história da Unifesp, tenho toda minha formação baseada na área das ciências humanas e sei exatamente o peso e a importância dessa área para a população de qualquer cidade, afinal sempre foram essas pessoas as responsáveis pela formação do pensamento de um povo, sejam quais forem seus meios e instrumentos de atuação.São os pedagogos, psicólogos, assistentes sociais, sociólogos, escritores, filósofos, historiadores e também os jornalistas que fomentam discussões, levantam questionamentos e sugestões para problemas no âmbito social a partir de seus conhecimentos acadêmicos. Logo, cursos desse calibre não podem ser irrelevantes para uma cidade a não ser que seus habitantes e governantes tenham uma visão tão pobre sobre educação que não consigam perceber a diferença entre formação humana e necessidades mercadológicas. O que não me parece ser o caso da cidade de Guarulhos, uma vez que o campus da universidade está há três anos em funcionamento com a anuência do governo local e, de alguma maneira, da população, que confiou seu voto a essa gestão. De qualquer modo, me entristece ler em um órgão, de tão amplo alcance, comentários com uma visão reducionista e empobrecedora a respeito de um assunto tão importante. Ainda pior é saber que a fonte é alguém oriundo dessa área, afinal o jornalismo, assim como as outras áreas da comunicação, está inserido nas ciências humanas (com ou sem diploma). Sendo assim, seria interessante que o tal jornalista, antes de se pronunciar uma segunda vez sobre qualquer tema educacional, aproveitasse a proximidade do campus da Unifesp, bem como o fato de ela ser uma universidade pública e gratuita, para assistir algumas aulas no curso de Pedagogia e assim poder, pelo menos, saber quais os debates mais atuais a respeito do assunto que se propôs tratar. Escrevo nesses termos porque quero crer que um jornalista só escreveria e publicaria algo semelhante àquele texto por total ignorância acerca dos debates educacionais mais atuais, pois se alguém, com a responsabilidade social que tem um profissional da comunicação, encara como mera questão de mercado a implantação de um campus universitário em sua cidade, esse cidadão é no mínimo motivo de pilhéria e no extremo, motivo para que a empresa na qual está empregado não mereça um pingo de credibilidade.
YARA ESTEVES PERES
GONZAGA - SANTOS
ALUNA DO PRIMEIRO ANO DE HISTÓRIA, PERÍODO NOTURNO - UNIFESP.

VEREADORES
Obrigado por terem publicado minha crítica à indústria de multas que o Diário de Guarulhos expôs em reportagem no domingo retrasado. Dessa vez, minha crítica vai para os vereadores Romildo Santos e Ricardo Rui: "vão trabalhar"! Não faz um ano que o Carlos Roberto foi derrotado e vocês já começam a entrar nesse papo de 2012, conforme noticiou o DizQDiz. Façam-me o favor, nobres vereadores! Não sou petista, mas dou razão à "aula" que o Edmilson deu sobre oposição e situação!
JOÃO PAULO DE FARIAS
CENTRO

DEFESA CIVIL
Logo após a posse do coordenador da Defesa Civil, o senhor Paulo Victor Novaes, este jornal publicou uma matéria cobrando seu trabalho. Tomei conhecimento e solicitei uma publicação pedindo tempo para o mesmo tomasse conhecimento do andamento da Defesa Civil. Para quem não leu, claro que estes assuntos não são de interesse da mídia, houve um encontro na Câmara, no dia 31 de março, no qual a comissão geral reivindica fundo para prevenir desastres naturais. Este evento deu-se para que criasse uma Frente Parlamentar Mista da Defesa Civil, cujo Decreto 5.376/05, que regula o setor, transforme em uma lei federal. A Defesa Civil não pode continuar vivendo de recursos emergênciais, necessita de recursos não só para atender a população, mas também para dar maior formação profissional aos seus agentes. Neste encontro com os parlamentares, a participação do secretário foi destaque com suas declarações objetivas, como "tem que se olhar para dentro do município". O objetivo da Defesa Civil é atuar na prevenção, mas nem sempre estamos livres de incidentes, nesta mesma linha podemos destacar que a sociedade não tem o hábito de se preocupar com a prevenção, a Defesa Civil participa orientando a população sempre quando solicitada. Não sou funcionário público, não tenho vínculo político, acredito que a sociedade tem o direito de conhecer quem não está nas páginas dos jornais, mas está trabalhando silenciosamente para que todos tenham orgulho de dizer: "Eu moro em Guarulhos".
WALTER CASELI

CUMBICA