06/11/2014 às 20:30 - Atualizado em 07/11/2014 às 00:17

Geraldo Celestino – geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

Nosso país foi impiedosamente castigado nos últimos meses pela falta de chuva. Segundo renomados institutos de pesquisas, é o período de estiagem mais severo da história.

A população estava assustada, e os governantes, reféns do clima, buscavam desesperadamente soluções para que a diminuição no fornecimento de água não virasse pesadelo.

Foram meses em que o paulistano, além de conviver com o risco do desabastecimento, também foi bombardeado pelo terrorismo de alguns oportunistas.

As críticas de falta de planejamento para evitar a escassez hídrica foi a principal bandeira dos opositores do governador Geraldo Alckmin na eleição.

Nem mesmo os dados técnicos amplamente divulgados conseguiram remover o rancor e a irresponsabilidade de quem aproveitou o momento de apreensão para espalhar o medo e a desconfiança para obter dividendo político.

Em Guarulhos, não foi diferente. Insuflados pela derrota que se aproximava, tanto no pleito estadual, quanto no federal – que depois se confirmou -, a administração petista e seus defensores elegeram o governador como o único culpado por toda a situação no estado e na cidade.

Porém, enquanto gastavam energia para disseminar mentiras e tentar jogar a população contra Alckmin e o PSDB, esqueceram de preparar Guarulhos para as chuvas que, embora atrasadas, chegaram.

O rápido, mas intenso, temporal que caiu na cidade na última segunda (3) foi o suficiente para evidenciar que falta infraestrutura para enfrentarmos a estação chuvosa.

O alívio pelo retorno das chuvas, infelizmente, divide espaço com a preocupação pelo retorno de velhos, mas conhecidos problemas. Alagamentos, desmoronamentos, semáforos apagados e trânsito caótico são apenas alguns dos exemplos e servem para dimensionar a falta de preocupação da atual administração municipal com a cidade.

Assim, o retorno das chuvas, que deveria gerar comemoração e alegria, deixa a população apreensiva e com medo.

É hora de os oportunistas políticos e seus seguidores responderem a uma pergunta simples, mas inquietante: a chuva chegou, e agora? Com a palavra aqueles que têm a caneta nas mãos e a responsabilidade pelo bem estar da população.

GERALDO CELESTINO é vereador pelo PSDB e líder da oposição na Câmara Municipal de Guarulhos.

31/10/2014 às 00:00 - Atualizado em 30/10/2014 às 19:19

Geraldo Celestino – geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

Nos últimos dias percorri os quatro quantos de Guarulhos. Nesse período aproveitei para me aproximar, ainda mais, da população. E pude constatar, com mais veemência, os inúmeros problemas que afetam nossa cidade. Foram muitos os encontros e reuniões dos quais participei para debater e discutir soluções ou medidas para amenizar as dificuldades causadas pela má administração municipal.
Sem um planejamento eficiente e com uma rede de infraestrutura precária, Guarulhos é uma metrópole que sofre com a falta de serviços públicos de qualidade. Transporte público caótico, rede de saúde municipal ineficiente e educação aquém do esperado, se comparados com os altos impostos cobrados, são alguns dos principais problemas enfrentados pelo guarulhense.
O sofrimento causado à população é fruto da administração incompetente que desde 2001 está à frente do poder municipal. Governantes que privilegiam o bem pessoal em detrimento ao da população.
Um bom exemplo dessa falta de comprometimento com Guarulhos aconteceu em 2009. Na época, o então secretário de Governo, atual deputado estadual Alencar Santana (PT), explodiu o orçamento municipal. Ele gastou o equivalente a dois orçamentos em apenas um mandato. E tudo para se eleger deputado estadual na eleição de 2010.
Até hoje a cidade paga por isso. E as consequências econômicas ainda serão sentidas por vários anos. Guarulhos está em frangalhos. Não tem dinheiro para nada. Estamos, inclusive, perdendo verbas dos governos estadual e federal por falta de certidão negativa. Nosso município está inadimplente. E o pior, nossa Câmara Municipal, que é responsável por fiscalizar os atos do Executivo, não faz nada. Dos 34 vereadores, 28 apoiam o governo cegamente.
Por isso, a população guarulhense demonstrou nas urnas que está farta do modelo de governar petista. A vitória esmagadora do candidato tucano, Aécio Neves, na cidade, mostra que nós, da oposição, estamos no caminho certo. Os mais de 60% de votos tucanos mostraram que os guarulhenses querem mudança.
E para isso, nosso próximo passo é reestruturar o PSDB na cidade.  Unir forças entre nossa bancada de vereadores e nossos filiados para que, em 2016, possamos sair vencedores na eleição para prefeito.
A pedra fundamental foi lançada. E você, guarulhense, que depositou esse voto de confiança em nós, obrigado.
Agora depende de nós, militantes e apoiadores, transformarmos o anseio da população em realidade com um partido forte e capaz de mudar a triste realidade na qual nossa cidade está inserida.

GERALDO CELESTINO é vereador pelo PSDB e líder da oposição na Câmara Municipal de Guarulhos.

26/06/2014 às 19:27 - Atualizado em 08/08/2014 às 01:55

“A segunda economia de SP precisa de maior representatividade estadual” 

GERALDO CELESTINO
geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

Neste domingo (29) será realizada a convenção estadual do PSDB em São Paulo.
O evento acontecerá no Centro de Convenção Imigrantes, na capital. Esse encontro servirá para homologar a candidatura do governador Geraldo Alckmin para a eleição de outubro.
Também serão definidos os nomes que representarão a legenda na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
E assim como aconteceu na convenção nacional, realizada no último dia 14, milhares de filiados, apoiadores e simpatizantes lotarão o espaço.
Uma festa para presentear o processo democrático, um dos pilares da legenda.
O PSDB é um dos maiores partidos do País. Nascemos com a democracia em 1988.
E há 26 anos, completados na última quarta-feira (26), trabalhamos em prol do desenvolvimento e crescimento socioeconômico do País.
Somos uma legenda que carrega em seu DNA a luta pela igualdade e pela justiça social.
O Brasil atual está carente desses conceitos. A população clama por mudanças. E a hora é essa.
O primeiro passo já foi dado com a escolha de Aécio Neves para a disputa da Presidência da República.
Ele já demonstrou ter todas as qualidades e ser o mais preparado entre os candidatos que se apresentam para colocar a nação, novamente, nos trilhos do desenvolvimento.
Por isso, após sete eleições para vereador disputadas, das quais saí vencedor em seis, coloquei meu nome para apreciação do partido na disputa por uma das vagas da legenda na eleição por uma cadeira de deputado estadual.
O apoio de diversos segmentos dentro do PSDB, em Guarulhos e no Estado, foram determinantes para minha tomada de decisão.
Guarulhos precisa de maior representatividade estadual. Somos a segunda economia do Estado. Estamos entre as dez maiores do País.
Agora é hora de mostrarmos que também somos fortes politicamente.
E com o PSDB tudo será muito mais fácil.
Mas, para isso, precisa eleger pessoas que conhecem e estão comprometidas em resolver os problemas que afligem nossa sociedade diariamente. E experiência, nessa hora, conta muito.

GERALDO CELESTINO é vereador pelo PSDB e líder da oposição na Câmara Municipal de Guarulhos.

19/06/2014 às 19:39 - Atualizado em 19/06/2014 às 19:39

“População clama por um governo que reconduza o País ao caminho do desenvolvimento”

GERALDO CELESTINO
geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

No último final de semana, participei da convenção nacional do PSDB que homologou o nome do senador mineiro Aécio Neves para a disputa da eleição presidencial.
Há mais de 30 anos participo da vida pública e confesso que foram poucos os momentos que me marcaram com tanta intensidade.
A presença de aproximadamente cinco mil pessoas, cantando a uma só voz o nome de Aécio, mostrou que estamos no caminho certo. E que a hora da mudança é agora.
O clima de união que permeou o evento mostrou que entraremos mais fortes do que nunca na disputa. Aécio vem para mudar o Brasil e transformar, para melhor, a vida dos brasileiros. Pois o povo merece muito mais do que tem recebido.
A convenção mostrou que a população quer apenas uma coisa: mudança. E esse sentimento é uma forma de expressar a insatisfação com o governo atual, manchado por sucessivos escândalos de corrupção.
A população clama por um governante que conduza o País de volta ao caminho do desenvolvimento.
Na história recente do País, o PSDB, representado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, deixou um legado de transformações e criou bases sólidas no setor de infraestrutura. Foi a coragem e determinação de FHC que nos legou o Brasil moderno e promissor da atualidade.
O PSDB sempre se caracterizou por ser uma legenda que governa para todos, sem distinção de bandeira partidária, religiosidade, posição social ou cor da pele.
Lutamos por um país melhor para todos. Não firmamos alianças oportunistas, mas sim por um compromisso de atuar pelo desenvolvimento do País.
Aécio já mostrou ser o mais preparado para recolocar o Brasil no rumo do crescimento. O senador reúne as virtudes necessárias e tem condições de fazer um governo popular, sério e transformador. Ele é o nome de que o Brasil precisa, pois traz na bagagem uma proposta inovadora e transparente.
Por isso, apoiamos o nome de Aécio. Precisamos de mudanças e de um modelo de gestão diferente do praticado pelo PT atualmente. Com Aécio na Presidência, o Brasil será governado para o povo e não para grupos políticos e financeiros que estão próximos ao governo apenas por questões de oportunidade.

GERALDO CELESTINO é vereador pelo PSDB e líder da oposição na Câmara Municipal de Guarulhos.

12/06/2014 às 22:03 - Atualizado em 12/06/2014 às 22:03

GERALDO CELESTINO
geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

A audiência pública da noite de quarta (12), na Câmara Municipal, que contou com a presença de representantes dos principais escritórios de construção da cidade, serviu para trazer à tona um problema que há anos tem dificultado o trabalho de arquitetos e engenheiros em Guarulhos: a dificuldade na aprovação de projetos imobiliários junto à Prefeitura.
Todos foram unânimes em afirmar que a morosidade imposta pela lei em vigor tem prejudicado e desaquecido o setor.
Em alguns casos, segundo os relatos, projetos importantes chegam a ficar retidos por até três anos. Situações como essa não são raras e já culminaram na perda de clientes que, incomodados com a demora, acabam por “demitir” o escritório contratado.
Outro problema que tem prejudicado o andamento dos processos e incomodado os profissionais é a falta de funcionários qualificados nas secretarias responsáveis pela liberação de licenças.
Em algumas situações, conforme debatido na audiência, são feitos pedidos de documentações que não constam na Lei, o que atrasa ainda mais o já demorado processo de liberação.
A fiscalização também foi amplamente debatida. Por sugestão da maioria, os fiscais deveriam realizar a fiscalização vertical (feita na rua, diretamente no imóvel), e não apenas dos projetos, como acontece na maioria das vezes.
Um dos exemplos citados e que poderiam ser seguidos foi o da Prefeitura de São Paulo. Na capital, um projeto pode ser aprovado em menos de 24 horas, online. Isso diminui os custos para a administração e economiza o tempo dos escritórios.
Por esse e outros exemplos, a palavra “Desburocratizar” foi uma das mais citadas. Engenheiros e arquitetos entendem que, para isso, são necessárias mudanças urgentes na Lei de Zoneamento e de edificações.
No dia 13 de agosto, às 19h, na Câmara, esses profissionais apresentarão um anteprojeto visando corrigir as falhas da legislação em vigor. E nós, da Comissão de Obras e Serviços Públicos, da qual sou presidente, apoiamos a iniciativa da categoria.
Pois a luta de engenheiros e arquitetos não é apenas pela celeridade de processos junto à Prefeitura, mas também por uma cidade mais justa e com menos construções irregulares.

06/06/2014 às 11:23 - Atualizado em 06/06/2014 às 11:23

“Sindicatos representam os trabalhadores, mas têm de ter responsabilidade”

GERALDO CELESTINO
geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

O caos vivido por quem utiliza o metrô na cidade de São Paulo, ontem, foi uma clara demonstração da falta de responsabilidade dos dirigentes sindicais que representam a categoria.

Foram quase cinco milhões de pessoas prejudicadas. Com a paralisação, a população não conseguia chegar aos locais de trabalho e serviços essenciais deixaram de ser prestados na maior cidade do País.

E tudo para satisfazer o ego pessoal e interesses políticos de uma minoria que usa o caos e a bagunça como moeda de troca.

Sabemos que a luta por melhores salários e condições de trabalho mais dignas é direito do trabalhador.

Fiz parte do sindicalismo bancário na década de 1980. Participei de inúmeras manifestações.

Tínhamos um ideal. Era o período de redemocratização. O País vivia uma insegurança econômica que sufocava e oprimia o trabalhador.

Os anos passaram. O trabalhador teve importantes conquistas nesse período. Mas merecem mais.

Por isso, defendo o direito de greve, desde que isso não prejudique a população. E a maneira covarde como foi utilizada é inadmissível. Um total desrespeito à população.

Ainda mais se considerarmos que o movimento foi puramente político e com a clara intenção de atingir o governador Geraldo Alckmin, que é pré-candidato do PSDB à reeleição para governar o Estado.

Foi uma tentativa baixa e inconsequente de um grupo que desconsidera a importância de São Paulo no cenário nacional e mundial. E, pior, não nutre nenhum respeito pela população, que no final, foi quem realmente saiu prejudicada.

É como disse nosso governador: “Não tem o menor sentido uma greve que prejudica a população. Um pequeno grupo, muito político, causou paralisação, caos, bagunça sem a menor razão de ser”.

Ratifico a fala do governador, pois o valor médio recebido por um funcionário do metrô é muito superior ao de outras categorias que também trabalham com transporte na cidade.

Por isso, volto a afirmar: defendo e continuarei defendendo o direito da luta por melhores salários. Mas não serei omisso frente a situações como a de ontem.

Os sindicatos são legítimos representantes dos trabalhadores, mas têm de ter responsabilidade.

E isso significa, entre outras coisas, não usar o desespero da população como moeda de troca em disputas políticas e partidárias.

GERALDO CELESTINO é vereador pelo PSDB e líder da oposição na Câmara Municipal de Guarulhos.

30/05/2014 às 19:49 - Atualizado em 30/05/2014 às 19:49

“Talvez por fazer parte de nosso cotidiano deva ser encarada com mais seriedade”

Geraldo Celestino
geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

Desde a popularização da internet, a partir dos anos 90, as inúmeras possibilidades que a rede apresenta fascinam a todos. Lá é possível encontrar de tudo, seja para o bem ou para o mal. De tecnologia dominada apenas por “nerds”, como era conhecida, passou a fazer parte do cotidiano das pessoas comuns, independente de classe social, idade ou sexo. O mundo atual respira e vive conectado à internet.

O surgimento das redes sociais, nos últimos 10 anos, contribuiu para essa expansão meteórica. Facebook, WhatsApp, Youtube, LinkedIn, Twitter e Flickr, apenas para citar as mais conhecidas e utilizadas, encurtaram as distâncias e a velocidade com que as informações são repassadas.

Talvez por isso, e por já fazer parte de nosso cotidiano, tal qual o rádio, a TV e o cinema, a internet deveria ser encarada com mais seriedade e responsabilidade por todos que dela se utilizam. Deve-se entender que seu uso inadequado, e por vezes intencional, pode incentivar a prática de crimes virtuais como: preconceito, ofensas morais, exposição da intimidade, exploração de crianças, entre tantos outros. E isso pode causar danos irreparáveis.

Não podemos permitir que exemplos como o da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, que morreu após ser espancada ao ser confundida com uma sequestradora de crianças, no Guarujá, litoral de São Paulo, se repita. A agressão, que resultou em morte, aconteceu após um boato irresponsável ser publicado em uma página de uma rede social afirmando que ela sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.

Por esses e outros exemplos, me preocupa o episódio envolvendo funcionários comissionados da Prefeitura de Guarulhos que organizaram, pela internet, ataques contra o presidente nacional e pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Aécio Neves.

Esse crime, por si só já é repugnante, pois se trata de ataques, sem provas, à honra de uma pessoa pública. O agravante, nesse caso, são as suspeitas de que esses servidores da Prefeitura petista se utilizaram de computadores da instituição para desrespeitar a lei. Ou seja, enquanto deveriam estar a serviço da população gastavam nosso dinheiro para fins políticos e partidários.

O episódio também mostrou que a rede, embora seja uma das coisas mais espetaculares criadas nas últimas décadas, tem fragilidades. E a principal delas, acredito, é a de servir como máscara para pessoas covardes e de caráter duvidoso espalhar mentiras, ódio e violência. E isso é, exatamente, o que não precisamos nesse momento tão conturbado pelo qual passamos.

GERALDO CELESTINO é vereador pelo PSDB e líder da oposição na Câmara Municipal de Guarulhos.

23/05/2014 às 10:17 - Atualizado em 23/05/2014 às 10:17

“Os ‘manifestantes’do dia 16 queriam criar um clima de terror perto do Aeroporto”

Geraldo Celestino
geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

As cenas de caos e violência da última sexta-feira (16), nas imediações do Aeroporto de Cumbica, rodaram o mundo. E, infelizmente, serviram de propaganda negativa do País, faltando pouco menos de um mês para a Copa do Mundo.

Carros queimados, lojas saqueadas, trânsito prejudicado em grande parte da cidade e milhares de pessoas que tiveram seu direito de ir e vir cerceado. Esse foi o recorte da realidade mostrada pelas câmeras das principais redes de comunicação do Brasil e do mundo.

Entendo e defendo o direito de as pessoas manifestarem suas insatisfações e desejos de mudança. No passado, participei de movimentos sindicais. Também usávamos das manifestações como instrumento para reivindicar nossos direitos.

Mas os tempos eram outros. Lutávamos por um ideal. Sabíamos o que queríamos e até onde poderíamos ir para consegui-lo.

Os fatos da última sexta demonstraram que a maioria dos “manifestantes” não estava ali para reivindicar direitos. Mas, sim, para criar um clima de tensão e terror para o restante da população.

E esses desordeiros, protegidos pela máscara da multidão, conseguiram instalar a sensação de que vivemos numa sociedade sem regras, onde todos podem ultrapassar as barreiras da legalidade e impor seus desejos à força.

Esquecem de que vivemos num estado democrático de direito, o que significa que temos de seguir as normas vigentes para que possamos viver harmoniosamente.

Já vivemos cercados por problemas. O Brasil não precisa dessas demonstrações de falta de civilidade. E Guarulhos também não.
Para que situações vexatórias como aquela não se repitam, entendo que o Estado deve estar mais presente e, em casos específicos, punir com o rigor da lei os orquestrantes dessas manifestações.

Lutamos tanto pela democracia, e não é justo, em pleno século 21, ficarmos reféns de atos pontuais de violência praticados por irresponsáveis.
E para isso nós, representantes da população, temos de esquecer as disputas partidárias e focar no bem comum. Temos de unir forças para defender os cidadãos de bem que também são contra essas ações “criminosas”.

Enquanto ações enérgicas não forem tomadas, como a aplicação do rigor da lei a esses desordeiros, ficaremos à mercê de um pequeno grupo que se acha no direito de infringir as regras sociais de maneira inconsequente e até mesmo perigosa para o restante da sociedade.

E isso não podemos permitir.

 

15/05/2014 às 17:56 - Atualizado em 15/05/2014 às 17:56

“E a preocupação do governador não se restringe apenas ao Padre Bento. O setor de saúde em Guarulhos é prioridade para o Estado”

Geraldo Celestino
geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

No início da semana, o governador Geraldo Alckmin esteve em Guarulhos dando o pontapé inicial na reforma e ampliação do pronto-socorro do Hospital Padre Bento.

A mudança proporcionará mais comodidade à população e mais eficiência no atendimento.

Orçada em R$ 9,7 milhões, a obra fará com que a unidade, referência em oftalmologia para a região do Alto Tietê, passe dos atuais 300 m² para 1.750 m². Um crescimento de quase seis vezes.

Isso proporcionará melhores condições de trabalho aos profissionais do setor e atendimento de melhor qualidade aos 7 mil pacientes mensais que recorrem à unidade.

Embora mudanças significativas sejam implementadas, as características originais do prédio, construído em 1931, serão preservadas.

Após as obras, a população de Guarulhos e região terá um novo hospital que, com tecnologia de ponta, continuará dando atendimento 100% gratuito e de qualidade, via SUS.

E a preocupação do governador não se restringe apenas ao Padre Bento. O setor de saúde em Guarulhos é prioridade para o Estado.

Por isso, Alckmin também trabalha para que o Centro de Oncologia, que está sendo construído no Hospital Geral de Guarulhos (HGG), no Parque Cecap, seja entregue em breve. A expectativa é de que mil guarulhenses sejam atendimentos mensalmente no serviço.

Após ser inaugurado, o local passará a integrar a Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, e ninguém precisará mais sair de Guarulhos para se tratar contra a doença.

O espaço terá equipamento de última geração e abrigará o serviço de oncologia, com central de quimioterapia e radioterapia, além de atendimentos ambulatoriais.

Essas duas boas notícias são exemplos da preocupação do governo estadual com a saúde na cidade. Embora a administração municipal seja responsável pelo planejamento, controle, avaliação e execução das ações e dos serviços de saúde, conforme determina a lei, o governador não se exime de suas responsabilidades.

Por isso, constantemente o Estado presta apoio técnico e financeiro, além de executar ações e serviços que melhoram a qualidade do serviço prestado em Guarulhos.

Sabemos que muita coisa ainda precisa melhorar. Por isso, não adianta ficar parado. E o governo estadual mostra que, com vontade e determinação, é possível colocar em prática ações para que a população seja tratada com o respeito que merece.

09/05/2014 às 08:12 - Atualizado em 09/05/2014 às 08:12

“Vamos torcer pelo hexa, mas não vamos dar um cheque em branco ao desperdício”

GERALDO CELESTINO
geraldo.celestino@diariodeguarulhos.com.br

Faltando menos de 40 dias para o início da disputa da Copa do Mundo de futebol, o País já vive o clima festivo que envolve o torneio.

Das pinturas temáticas, das ruas ao comércio, toda a sociedade está envolvida com o projeto “Copa das Copas”.

No entanto, os constantes problemas que têm acontecido em vários pontos do País, nos últimos meses, mostram que ainda não estamos prontos para organizar eventos de tamanha importância.

Muito se tem discutido sobre o legado que será deixado após os jogos e como os recursos destinados para a construção/reforma de estádios poderiam ser empregados em áreas prioritárias.

Mesmo o Brasil sendo uma nação apaixonada por futebol, é difícil aceitar o gasto indiscriminado de dinheiro público, como tem sido frequente. Ainda mais para beneficiar uma pequena parcela da população.

O País precisa de sistemas de saúde e educação de melhor qualidade, de segurança efetiva para a população e de políticas públicas para diminuir o abismo social em nossa sociedade.

Isso sem falar das melhorias que precisam ser feitas no setor de mobilidade urbana, por exemplo.

Não conseguimos oferecer transporte público de qualidade para o trabalhador. Como faremos isso para os milhares de turistas que visitarão o País durante os 30 dias de realização do torneio?

Fazemos propaganda para o mundo de que somos um país em desenvolvimento, mas a realidade de quem vive o cotidiano é diferente.

Cidades mal estruturadas e com graves falhas na prestação de serviços básicos, aeroportos em péssimas condições e aumento da violência, infelizmente, são alguns dos possíveis legados que serão deixados para a população.

A Copa “para inglês ver” é mais uma demonstração da falta de compromisso do governo desse País com a população.

Gasta-se dinheiro público para construir estádios fadados ao esquecimento. Enquanto isso, pessoas sofrem nas filas dos hospitais e são transportadas de maneira indigna em serviços de transporte decadentes.

Torcerei para que nossa seleção conquiste o hexacampeonato. Mas isso não significa que me calarei diante de tantos absurdos.
E você, brasileiro/torcedor, não compactue com o que está errado. Como cidadãos temos o direito e o dever de fiscalizar como nosso dinheiro está sendo usado.

Somos o país do futebol. E a Copa do Mundo será uma festa. Mas nem por isso precisamos dar um cheque em branco para que o País faça o que bem quiser com o dinheiro que nos pertence.

GERALDO CELESTINO é vereador pelo PSDB e líder da oposição na Câmara Municipal de Guarulhos.

 

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