23/05/2013 às 21:50 - Atualizado em 23/05/2013 às 21:50
GCM condenado a 37 anos por morte de irmãos em Guarulhos

NATÁLIA OLIVER
Da Redação

Divulgação

Tiago Nicocell foi condenado a 37 anos e quatro meses de reclusão

O policial Tiago Nicocelli, da Guarda Civil Municipal (GCM) de Guarulhos foi julgado à revelia e condenado a 37 anos e quatro meses de reclusão por ter matado dois irmãos em setembro de 2009, na Vila Any.

O julgamento foi na última segunda-feira (13), à revelia, no Fórum de Guarulhos. Tiago está foragido. O júri popular o condenou por unanimidade.

O anúncio da condenação foi feito pelo juiz Paulo Eduardo de Almeida Cháves Marsiglia. O promotor de acusação foi Rodrigo Merli Antunes.

O policial foi acusado pela morte de Fábio e Edney Simão Gilio, de 25 e 22 anos. As vítimas teriam tentado furtar uma motocicleta de um conhecido do réu.

Segundo a apuração, os irmãos estavam embriagados e não chegaram a consumar o furto.

Desistiram, e foram abordados a um quilômetro do local pelo GCM, que os perseguiu juntamente com outro suspeito do crime, Diego Sorano Camorena, cujo julgamento ainda não foi marcado.

Os irmãos foram assassinados a tiros na Rodovia Ayrton Senna, altura do km 28.

Fábio levou cinco tiros de pistola calibre 380, todos na cabeça, sendo um deles na nuca. Edney foi alvejado com 10 tiros nas costas.

“Sustentei a existência de um duplo homicídio duplamente qualificado por motivo torpe, ou seja, atividade típica de extermínio, e com recurso que dificultou a defesa das vítimas: perseguição e disparos pelas costas”, disse Merli ao DG.

A defesa do policial sustentou a tese de negativa de autoria e tentou desacreditar os laudos técnicos de balística que incriminavam o acusado.

Um perito particular declarou em plenário que os laudos seriam “imprestáveis”.

A investigação da polícia sustentou que os tiros partiram da arma do policial. “Está mais que comprovado que os tiros saíram da arma do GCM, que inclusive está registrada em seu nome”, disse, na época, ao DG, o delegado do Setor de Homicídios, Wagner Terribilli.

Merli se ateve ao fato para basear a acusação do réu.

“Tive então de me socorrer da medicina legal para sustentar a correção das conclusões do Instituto de Criminalística, em especial dos ensinamentos de balística forense do também Promotor de Justiça Eduardo Roberto Alcântara Del-Campo. A providência deu certo”, disse Merli.

Diego Sorano Camorena, acusado de ter ajudado o GCM Tiago, responde o processo em liberdade. Seu julgamento ainda não teve data marcada.

Nicocelli teve a prisão preventiva decretada, mas está foragido.

A polícia pede que quem souber de seu paradeiro o denuncie para a divisão de capturas de São Paulo pelo e-mail: procurados@policiacivil.sp.gov.br ou pelo telefone: (11) 3311-3165.

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