12/11/2014
Energia solar e sustentabilidade

Devanildo Damião – devanildo@gmail.com

A abundância de átomos de hidrogênio no Sol (cerca de 92% da composição) é o desencadeador dos processos de fusão nuclear, nos quais, devido à pressão, eles são fundidos num único átomo de hélio, sendo que o excedente de energia é transformada em luz e calor.

A cada segundo, 4,7 bilhões de toneladas da massa do Sol são convertidas em energia.
Dado o seu posicionamento em torno do Sol, a Terra recebe essa enorme quantidade de calor, o que, de certa forma, possibilita a geração de outras matrizes energéticas, como a energia hidrelétrica, eólica, da biomassa e dos combustíveis fósseis, por exemplo.

Estas matrizes são formas indiretas de energia solar porque dependem, de alguma forma, do Sol para existir.

O Brasil é privilegiado, pois recebe uma grande quantidade de energia solar, portanto, com condições de desenvolver vantagens competitivas sustentáveis.

Todavia, possui uma matriz energética concentrada nas hidrelétricas, a qual é complementada pelas termelétricas.

Esse modelo é arriscado pela dependência excessiva das chuvas e da insegurança em relação ao fornecimento em períodos de crescimento da economia.

Atualmente, com crescimento do PIB próximo a 1%, já temos riscos.

Portanto, a energia do Sol é subutilizada e desperdiçada. Todos os dias, a grande incidência da luz e calor que incidem sobre o teto das nossas casas desaparece, sem nenhuma apropriação pela população, ao contrário do que já acontece em países como a Alemanha.

E quais os passos para aproveitamento desta fonte? A forma mais difundida de geração de energia através do Sol é a geração de energia térmica, por meio de concentradores ou coletores solares para aquecimento de água e posterior utilização em chuveiros.

Também existem as células fotovoltaicas, nas quais os fótons da luz excitam os elétrons, das placas, gerando eletricidade. Quanto maior a intensidade do sol, maior o fluxo de eletricidade.

O material mais comumente utilizado é o silício, abundante na face da Terra e com grande potencial de condutividade.

A eletricidade gerada pelas células em corrente contínua pode ser imediatamente usada, ou armazenada em baterias.

Para que estas fontes sejam utilizadas, elas precisam oferecer benefícios econômicos e sociais, e o Governo tem o papel de induzir este processo, quer seja por meio da facilitação ao acesso às placas fotovoltaicas, que seja por meio da compra dos excedentes individuais que tragam retorno ao investimento realizado.

Devanildo Damião é mestre e doutor em gestão tecnológica – USP; coordenador do Núcleo PGT-USP e Coordenador do Núcleo Acadêmico e do Núcleo do Parque Tecnológico da Agende.

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